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O último dia, 2010

Dirigido por Christopher Faust

2010 | ficção | 12′ | vídeo digital HDV 16:9 | Curitiba-PR, Brasil

Toni irá se mudar. Decide passar seu último dia na cidade bebendo com os amigos de infância.

Elenco:
Evandro Scorsin, Alexandre Canetta, Leandro Rocha, Monique Rau.

Direção e roteiro: Christopher Faust
Produção: Christopher Faust e Wellington Sari
Direção de fotografia: Renata Corrêa
Direção de arte: Christopher Faust
Montagem: Diego Florentino
Som Direto: Wellington Sari e Rodrigo Janiszeswki

* 7ª Mostra MOSCA (Cambuquira/MG)
*10 Festival Taguatinga de Cinema (DF)
* CINEME-SE 2012 (Santos/SP)

Prêmios:

* Troféu Filme Livre – 10ª Mostra do Filme Livre (2011)

Texto da Premiação
“Jeans e camisas coloridas. Quatro personagens e o momento da despedida. A melancolia pós-universidade. Querer ou não querer ser um adulto? Eis a questão. A noite cai, o álcool entra e as camisas coloridas ficam ligeiramente desbotadas. Não há mais espaço para balões de ar; é necessário estourá-los. Uma placa: alguns seguem em frente e outros viram à direita. (Raphael Fonseca)”

Críticas:

Texto de João Toledo, da Filmes Polvo – Cobertura da 10ª Mostra do Filme Livre

“O Último Dia é um filme curioso, desses que te desarmam aos poucos. Não tem nenhuma articulação estética que impressiona ou chama a atenção o suficiente para denotar uma consciência extrema de seu processo. Ao mesmo tempo, nunca deixa de ser orgânico, ao ponto de parecer inclusive um tanto espontâneo. Jovens amigos se encontram em um parque e se despedem de um deles, que está de mudança para São Paulo. As animadas angústias dos jovens, que disfarçam em festa o angustiante peso das muitas despedidas que ali sucedem, vão aos poucos nos deixando à vontade em meio àqueles garotos cheios de vida, cheios de afetos e conflitos. É realmente curioso que, em meio à pueril abordagem e ao gesto simples de acompanhar os acontecimentos com a câmera na mão – sem fazer disso um efeito –, o filme revele suas diversas sutilezas que habitam a esfera do não-dito. A tensão entre o amigo e a garota, fantasmas de acontecimentos passados; o descompromisso e irresponsabilidade do amigo que parece ainda preso à vontade de permanecer naquele universo; a não resolução de quaisquer dos conflitos naquele fim de tarde. Um adeus sem final. Uma despedida; inevitável e impossível.”