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Publicado em: 11/02/2014

Cineastas paranaenses se emocionam na sessão de Manu Baunilha

Se algum curioso decidisse fazer um rápido exame das latas de lixo no Teatro Regina Vogue, logo após a estreia do mais recente filme do Quadro, encontraria muitos, muitos, muitos lenços. Não seria preciso tocá-los para perceber que estariam encharcados de lágrimas.

A maioria dos 13 cineastas do Paraná que assistiram a exibição sequer fizeram questão de esconder os olhos molhados, ao fim de “Manu Baunilha, Bia Chocolate”. “Olha, eu faço documentários. Eu já fui exibido em mais de cem milhões de telas presenciais, só aqui em Curitiba”, inicia um cineasta que, por motivos particulares (problemas com o Fisco), prefere permanecer no anonimato. “Hoje eu tive uma revelação: mais vale um sorvete na mão, do que um documentário na tela”, conclui.

Uma das promessas da nova geração de cineastas, e que, no passado recente, trabalhava com captação sonora, foi enfático.  Enquanto subiam os créditos finais e ressonavam os aplausos da plateia, ergueu-se na poltrona e entonou o hino nacional Brasileiro. “Ouviram do Ipiranga às margens plácidas, de um povo heroico, ó brado retumbante”, cantou o ex homem do som, que também preferiu manter a identidade em segredo.

Outras reações foram bem menos ortodoxas.  Um veterano diretor de Curitiba enxugou os cantos dos olhos com as costas das mãos e, depois de suspirar profundamente, arrancou o olho esquerdo. Não o próprio, mas, de Wellington Sari. Depois do ato, tentou remover o aviso de “não fume” do corredor do Teatro e foi impedido pelo mono-olho Sari.

Até mesmo um célebre crítico de cinema local deixou-se levar pela emoção. “Sennacional”, escreveu, na maior revista de crítica cinematográfica paranaense, o Facebook.

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