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Garoto Barba, 2010

Dirigido por Christopher Faust

2010 | ficção | 14′ | HD 16:9 | Curitiba-PR, Brasil

Fábula sobre uma criança que, devido a uma rara doença, tem barba. Felipe gosta de ser como é, mas se sente deslocado porque as outras pessoas costumam olhar para ele de forma diferente. Quando seus pais resolvem submetê-lo a uma moderna cirurgia de remoção de pêlos, será preciso que o garoto tome uma decisão drástica, que mostrará a seus pais e a cidade inteira que às vezes vale a pena lutar pelo o que se realmente é.

Elenco:
Vitor Steinhaus, Maureen Miranda, Ricardo Alberti, Joel José da Silva Junior, Pedro Albigo, Ricardo da Rocha, Robert Tomal, Sandro B. Strapasson, Débora Vecchi, Sabine Villatore, Marcel Szymanski, Everaldo Sant’ Anna, Bruno de Oliveira, João Pedro Rocha, Wagner Jovanaci, Camila Jorge, There Postui, Celso Moreira, Matheus Correia Mancini, Handerson Banks

Roteiro e direção: Christopher Faust
Produção executiva: Antônio Junior
Direção de produção: Wellington Sari, Marisa Merlo e Aly Muritiba
Direção de fotografia: Maurício Baggio
Direção de arte: Alex Rocca e Ana Paula Málaga
Montagem: Diego Florentino

Assistente de Direção: Bruno de Oliveira e Evandro Scorsin | Assistente de Fotografia: André Chesini | Maquiagem: Marcelino de Miranda | Assistente de Arte: Caroline Biagi e Leandro Telles | Figurino: Ana Paula Cardoso | Design Gráfico: Melina Correia | Assistente de Montagem: Stephanie Thomas | Edição de Som: Alexandre Rogoski | Técnico de som Direto: João Marcelo Gomes | Trilha Sonora: Rodrigo Lemos | Still: Rosano Mauro Jr. | Making Of: Maria Fernanda Penha | Eletricista Chefe: Sagui | Assistente de Elétrica: Maikon Batista | Maquinista Chefe: Coqueiro | Motorista: Mano e Leandro Telles
Festivais:

2º Festival Manuel Padeiro 2010 (Porto Alegre/RS) [mostra competitiva]
5° Cine Fantasy – Festival Curta Fantástico (São Paulo/SP) [mostra competitiva]
21° Festival Internacional de Curtas de São Paulo [mostra infantil]
3° Entretodos – Festival de Curtas de Direitos Humanos (São Paulo/SP) [mostra não-competitiva e mostra infantil]
9° Santa Maria Vídeo e Cinema (Santa Maria/RS) | mostra competitiva
III Curta Taquary (Taquaritinga do Norte/PE) | mostra infantil
VI Curta Canoa 2010 (Aracati/CE) | mostra competitiva
1° Festival de Cinema de Rio Bonito (Rio Bonito/RJ) | mostra competitiva
2° Curta Neblina (Paranapiacaba/SP) | mostra competitiva
Festival Audiovisual Visões Periféricas 2010 (Rio de Janeiro/RJ) | mostra Periferia Animada
6° Curta Ourinhos (Ourinhos/SP) | mostra competitiva infantil
8° FestCineAmazônia (Porto Velho/RO) | mostra competitiva
2º Noite Contemporânea Cine Fest (Florianópolis/SC e Macaé/RJ) | mostra competitiva
6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul
7ª Mostra Mosca (MG) - mostra infanto juvenil

Festival Chico 2012
Mostra Nacional Curta Sertão (PE)
1° Fecim – Festival de TV e Cinema Independente de Muqui (ES)
Festival Internacional de Cortos de Caracas – Chorts 2012 (Venezuela)
Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro - Curta Cinema 2012 (RJ) 
* Mostra Audiovisual de Dourados (MS)

Festival Cultural Mondo Estranho (PR)


Prêmios
:
2º Lugar, com 41,3% dos votos, pelo público no Festival Curto Encontro 2011
“Melhor Curta-Metragem Infanto-Juvenil” – Júri Oficial e Júri Popular no 4º Festival de Cinema de Triunfo em Pernambuco
“Melhor Direção de Arte” – 2º Festival Manuel Padeiro 2010
Melhor Ficção – 9ª Mostra Nacional do Vídeo Universitário em MT
Melhor Atriz (Maureen Miranda) – 2º Noite Contemporânea CineFest
Melhor Ficção – 1° Criancine

Críticas:

Texto de Cid Nader, da Cinequanon

Cobertura do 21º Festival Internacional de Curtas de SP

“Aparentemente o movimento cinematográfico no Paraná parece estar ganhando força. Ultimamente surgiram curtas e longas de lá, e isso é coisa sempre bem vinda – não dá para entender uma região com qualidade de vida acima da média nacional deixando de lado essa que é a arte de maior alcance, em várias escalas. Os trabalhos que tenho visto são de boa qualidade e esse Garoto Barba, mais especificamente, se revelou uma grande sacada. Principalmente por ter aproveitado a oportunidade de poder fazer desse pouco tempo destinado aos curtas um espaço onde a “situação piada”, que leva a trama numa primeira observada, evita o cansaço por repetição ou falta de empenho no desenvolvimento.Lógico que falar de um garoto que tem como problema o excessivo crescimento dos pelos no rosto já na mais tenra infância é de mote jocoso. Mesmo se querendo observar a transformação da relação entre os pais e filhos com o avançar dos anos como uma possibilidade para tratar o filme com observações mais intensas (digamos), seria falsear a atenção tal atitude. E o bacana é que o diretor, Cristopher Faust Pereira, evitou tal aprofundamento, mantendo-se no mote, abastecendo as situações engraçadas e, principalmente, sem permitir – com a constante mudança de enfoque no “fenômeno” – a possibilidade da mesmice espanando a coisa.”

 

Texto de Eduardo Valente, da Revista Cinética

Cobertura do 15º Festival Brasileiro de Cinema Universitário“(…)

Que fique claro, porém, que não se está aqui fazendo a defesa da falta de ambição no meio universitário – tanto que o filme mais instigante da sessão, Garoto Barba, de Christopher Faust (FAP-PR) era também o mais ambicioso dentre eles: a começar pelo simples gesto de pleitear um edital nacional de igual para igual com profissionais e, ao ganhá-lo, colocar seu orçamento (claramente maior que o dos outros filmes – mas isso não assegura nada, como bem sabemos) todo ele nas mãos de estudantes de cinema. Mesmo que longe de perfeito (até por sofrer com sua perda gradual de… ritmo, olha ele aí de novo), o que diferencia o filme de Faust é que ele nunca cai no banal, nem ao reciclar referências (sendo o cinema de Tim Burton a mais notável já desde o esquadrinhamento de um universo de subúrbios que sai direto de Edward Mãos de Tesoura). De fato, é curioso notar como este “filme infantil” articula dramas em torno de suas crianças que parecem bem mais maduros do que os jovens adolescentes vistos na mesma sessão. Talvez a maior ambição do filme seja mesmo esta, aliás: não se render a formatos nem saídas fáceis, mesmo trabalhando dentro de um gênero dado. Em última instância, o filme nos lembra que, se quanto mais alto se mira maior pode ser a queda, também mais prazeroso é o acerto.”